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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Diário de Pulacâmara - 1054 da Era dos Mitos

O tempo passou rápido desde a última vez que escrevi neste registro diário, mas agora sinto que este ano escoará lentamente... A situação crítica nas planícies à leste da Muralha Trançada, com hordas de goblins dominando a região, nos fazem pensar que estamos diante de outra guerra iminente contra a Ameaça Maquinal. Mas fundamos nossa morada e a fortificamos, e três anos se passaram e não sofremos sequer um único ataque... Apesar das festas que ocasionalmente damos para animar à todos, posso sentir que nos tornamos gradativamente mais calados, como quem se prepara para um impacto no escuro. Foi assim, nessa incerteza angustiante que descobri que existe um inimigo ainda mais insidioso e cruél que os goblins: o silêncio!

Este ano fui convocado para me tornar o feitor de Sacovelho. Quando nossa expedição chegou ao seu destino e fundamos o forte, nosso líder expedicionário não tinha mais uma função tangível. Naturalmente, ele decidiu seguir com a administração local, apesar de não constar formalmente de suas obrigações. Foi assim que criamos a figura do feitor: um cargo extraoficial e anual, na qual escolhemos alguém competente para administrar Sacovelho de modo geral e mais meticuloso do que lhes permite o devaneio dos nobres

Eu recusaria, se pudesse, mas o estado das coisas em Sacovelho urge que nos preparemos para a guerra iminente e - considerando que no ano passado vimos o esfacelamento da compartimentalização das oficinas de trabalho (individualizadas para nos proteger caso algum artíficie se visse tomado por estranhos humores), bem como o total bloqueio da passagem das caravanas até nosso entreposto comercial - decidi que era melhor tomar as rédeas da situação!

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Assim que começou o mês de Granito, comecei minha nova função. Primeiramente comandei que nossos peões removessem o estranho arranjo de portas e paredes que fizeram na entrada do entreposto - mesmo após vários rabiscos tentando viabilizar uma entrada para as caravanas comerciais, ficou claro que do jeito que estava, era intransponível:

Destruídas as paredes, nos voltamos para o problema de acomodação: Há três anos éramos apenas sete anões, e agora temos um efetivo superior a cem barbas - notícias dos nossos feitos em Sacovelho atraíram diversos refugiados dos ermos e regiões montanhesas d'O Dedo dos Zênites e da Muralha Trançada.
Começamos então as escavações para criação de mais acomodações para os habitantes que já vivem em Sacovelho, e os que estão por vir. Sacovelho será o coração do reino da Relíquia da Adoração!
No começo ano começamos diversas obras simultaneamentes. Com o objetivo de tornar o forte mais resistente à longos cercos, estamos aumentando as acomodações e construindo um sistema de abastecimento de água interno. Paralelamente Likot, o pedreiro, começou a construção de uma Devastadora Atômica Duárfica.
Poucos engenhos mecânicos nos são mais caros que uma Devastadora Atômica Duárfica. Não é um mero compactador de lixo primitivo, como a dos humanos, tampouco uma imunda composteira élfica. Nossas Devastadoras Atômicas fazem uso da impressionante força das pontes levadiças duárficas para aniquilar qualquer coisa depositada embaixo dela rumo ao oblívio.

Nossos sistema de abastecimento de água consiste em canais para desviar água de lagos e do rio até uma reservatório, abaixo de um salão com cinco poços artesianos. O projeto foi um sucesso e agora não precisamos perder tempo e nos arriscar em longas caminhadas na superfície para coletar água. No entanto até a primeira metade da primavera só havíamos finalizado a primeira etapa deste projeto.

Sua segunda etapa, iniciada logo depois, consistiu em escavar um sistema similar - embora menor - quase uma centena de níveis abaixo do solo. Em 52, meu bom amigo Phillipe ficou preso e isolado enquanto trabalhava numa escavação na metade das escadarias que levam às minas profundas. Esquecido e desidratado ele pereceu sozinho, num buraco nas profundezas da terra... Jurei que jamais deixaria algo assim acontecer novamente. Foi pensando nisso que recomendei a construção da segunda etapa do abastecimento de água, assim, espero que ninguém mais morra de sede na escudirão das minas.

No entanto, não foi sem perigo que conseguimos concluir estes projetos: Um equívoco na ordem das tarefas a serem cumpridas acabou por fazer com que a porta que controla a entrada de água no reservatório, na primeira etapa do abastecimento, trancasse dois anões nos canais de água, justamente no momento em que estavam inundando o local.
Gestal, um dos anões encarregados dos canais, ficou para trás, incapaz de vencer a força das torrentes de água que rapidamente enchiam o local. Um dos anões alcançou a porta, apenas para descobrir que estava trancada. Enquanto ele batia à porta desesperado, outro anão se dirigiu len-ta-men-te até a alavanca de controle, salvando-o no último segundo. Mas Gestal ficara para trás!
 O infeliz do anão foi arrastado em direção ao lago mais próximo e, quando toda esperança havia acabado, eis que Gestal desponta, esbaforido, mas ileso, na superfície do lago. Naquela noite todos celebramos com uma festa, regada à muita cerveja duárfica e gargalhadas sobre a forma épica como o anão escapou da perigosa empreitada.

Dia 28 de Ardósia chegaram mais imigrantes, e nossos esforços com as novas acomodações foram recompensados. Poucos dias depois concluímos a segunda etapa do abastecimento de água, começamos a construção de uma torre de vigília nas muralhas externas da citadela, a construção de mais quartos e oficinas, bem como iniciamos a prospecção de uma nova área apenas para as forças militares.

E nenhum ataque goblin aconteceu...

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No dia 17 de Hematita, uma caravana humana passou por perto, mas seguiu caminho alegando que a passagem estava intransponível. Mas como? Pela minha barba! Por acaso não mandei que retirassem os entulhos desnecessários? Aparentemente havia ainda uma armadilha deixada em frente à entrada. Corremos para tirá-la e felizmente a caravana deu meia volta e se instalou no entreposto comercial.

Também começamos as escavações de uma nova área para produção aglícola, para expandir a variedade de cultivo. Para tanto construímos um sistema de irrigação que desviava parte da água de lagos acima, para irrigar o solo subterrâneo. No futuro espero que possamos remanejar todas as plantações para estas câmaras.

No meio do mês de Calcário, nossos compatriotas chegaram ao entreposto comercial. O líder da caravana nos informou que o mundo estava como sempre, sem grandes acontecimentos recentes. Fizemos uma lucrativa transação comercial e abastecemos nosso forte com provisões importadas. Poucos dias depois mais imigrantes chegavam. Bem a tempo de formarmos nosso primeiro esquadrão de atiradores de elite.

O inverno se aproximara, junto com o fechamento de um ano longo, pacífico mais prolífico. Perto do fim Zas Dumatakur - o ferreiro - e Tossid Athelnebél - o mercador - foram tomados por uma disposição visionária e criaram, respectivamente, Stettadamost Gasìslorbam - a jaula de zinco - e Meban Gorroth - uma estatueta de carvalho de Álat Alvoesmorecer.

 


Criamos também nosso primeiro esquadrão de arqueiros, que escolheram para si o viril nome de Desfrute Turquesa. Os mesmos foram ordenados à uma rotina de treinamentos intensos na nova caserna, localizada no ponto mais alto do morro de Sacovelho. A nova caserva compreende espaços para treinos, alojamentos e refeitório, além de sua própria fonte de água. Também possui janelas fortificadas nas laterais do morro, que possibilitam que os arqueiros ataquem qualquer invasor entre a caserna e a torre de vigília. Por fim, a mesma possui um portão protegido por uma ponte levadiça, através do qual as tropas de infantaria podem engajar qualquer inimigo no campo imediatamente.


Nossas últimas obras incluiram um novo salão, abaixo da nova área de plantio, que contém oficinas, ateliês e depósitos, agrupados numa disposição de acordo com o tipo de materia-prima que utilizam e com o tipo de manufatura ou engenho que produzem. Também fizemos um amplo salão de três andares de altura, sendo que o mais alto possui quatro varandas, mas que não estão sendo utilizadas ainda.

O ano acabou, e com ele meu mandato. Abaixo, reproduzo meus rascunhos das alterações feitas no forte, espero que sejam de grande valia para meu sucessor...

Sistema de irrigação de fazendas. Controlado por alavancas no local.
Salão de plantação agrícola, irrigado pelo sistema acima.

Poço artesiano nas minas mais profundas.
Nova caserna para tropas.

Devastador Atômico Duárfico.
Poços principais
Novo salão de oficinas e ateliês

Salão sem uso.


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sábado, 14 de março de 2015

Relatório Anual de 1053



Relatório de Philipe Libashór (Philipe Machadobebedor) - Cirurgião.
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Os mais ousados e apaixonados empreendimentos são feitos por loucos e sonhadores. Vivemos em uma era de dificuldades, o inimigo bate a nossa porta, em uma guerra constante, na qual temos poucas esperanças de vitória. Nosso glorioso reino tem atualmente apenas duas fortalezas, uma delas iniciada por um grupo de aventureiros.
Para ser honesto a pretensão inicial desta fortaleza era ser, na verdade, um posto avançado de inteligência para relatar quanto as movimentações dos exércitos que as cercam. Justamente para facilitar o planejamento estratégico, no caso de futuras guerras, considerando que já alcançamos a marca de 11ª guerra e queremos estar preparados para a 12ª.

fotografia que demonstra a distância da fortaleza para Elderconstruct.

Como nem tudo que deveria ser é. O líder da expedição decide que esta fortaleza deve ser mais que um mero posto avançado e decide estruturar ao máximo a fortaleza, com projetos ostensivos e luxuosos. E aqui estou eu, para organizar este devaneio louco.
Porque aparentemente este será um grande forte e um excelente ponto estratégico de investida contra os tão famigerados Goblins. Lá vou eu em direção ao velho saco, quero dizer a “Sacovelho”... Com poucas esperanças, muita expectativa e uma sensação de que a guerra está próxima.
Se não no meu ano de administração, mas logo. Haverá sangue e farei de tudo para que não seja o sangue de anão, mas sim o sangue podre destes miseráveis Goblins a escorrer!!!
=============
Ao chegar logo fui abordado por Bâdleop Tintaliado, ferreiro-mestre, este fora enviado para auxiliar na administração da fortaleza, no ano de 1052, bem como para cuidar da forja, afinal de contas este posto necessitará de boa estrutura militar.
A excentricidade do forte logo me foi percebida. De minhas impressões extraio o seguinte: a) O mercado criado para receber as caravanas se encontra separado do resto da estrutura do resto da fortaleza; b) a entrada principal da fortaleza é protegida por uma porta de madeira (nogueira), que por mais que maciça não creio ser tão resistente quanto um portão de pedra, seguida por uma extravagante ponte levadiça, com um foço extremamente fundo, e ainda que bela devo repetir extravagante, por me parecer não tão relevante quanto outras necessidades como comida ou bebida; c) Curiosamente, a maioria dos quartos tem uma porta de pedra, enquanto a porta principal da fortaleza é de madeira.
Os devaneios das administrações anteriores não param nestas primeiras constatações. Há uma necessidade de demonstrar uma riqueza arquitetônica, podendo-se notar algumas paredes entalhadas e lindamente polidas. No entanto a fortaleza ainda carece de muitas questões estruturais.
Há estátuas e pilares bem trabalhados, assim como um cemitério tão bonito e fundo na terra que poderia se encontrar nas mais belas e ricas fortalezas, onde ironicamente se encontram enterrados anões que morreram de desidratação e loucura, pela falta de estrutura. É um infortúnio, mas que não deixa de ser um demonstrativo da irônica loucura cômica que acometeu os administradores anteriores.
Não devo deixar de mencionar que enterrado, nas profundezas da terra, de lado a lado do cemitério, um dos administradores resolveu fazer uma caixa-forte, como se deixando tão distante do resto da estrutura da fortaleza, no coração da montanha, protegido apenas pelos mortos, nossas riquezas estariam seguras. Ao meu ver só para alcançar a caixa-forte para deixar alguma riqueza, ou buscar, é tempo suficiente para os anões nas oficinas produzirem ainda mais riquezas.
Bom, aqui vou eu, Otung[1] me dê forças.
Os primeiros relatos foram narrados por Oddïval Chamberbucks, um minerador de talento lendário e um dos sete fundadores. Uma companhia agradável, principalmente quando há canecas de vinho, ou qualquer outra bebida, para ser honesto. O que não sei se justifica a pequena confusão feita por Bâdleop Tintaliado, ferreiro-mestre, (outra companhia agradável que tive o prazer de conhecer), ao interpretar que Oddïval Chamberbucks seria na verdade o administrador da fortaleza, quando este na verdade fora responsável pela implementação da maior parte dos projetos, mais que propriamente pela idealização das excêntricas obras.
Talvez tal confusão tenha se iniciado pelas bebedeiras e pelos relatos feitos pelo Oddïval, já que a líder da expedição, na época não tinha paciência, entre seus devaneios, para escrever um mero relatório que fosse...
Devo dizer que entre os relatos feitos por Oddïval e Bâdleop, há muitas conjunturas a serem avaliadas. Eu certamente quero tornar a fortaleza mais eficiente e mais defensável, mas tentarei manter o máximo da curiosa arquitetura deste curioso forte.
A dinâmica da fortaleza está bastante intrincada, há uma grande área de andares inferiores a serem exploradas, no entanto, toda a estrutura da fortaleza se limita aos 3 primeiros andares, com a exceção do cemitério e a caixa-forte que se encontram no andar de número 99º.
Os depósitos estão bastante organizados, mas alguns são em geral pequenos, a exemplo o reservado para pedras, é necessário um deposito maior!, mas a pergunta que fica é onde? Decidi aproveitar a estrutura de depósitos, que já existe... E planejar uma expansão gradativa para andares inferiores.
Uma outra questão é fazer um deposito para lixo em alguma área isolada, para o caso de um cerco, todo o lixo está sendo jogado para fora do forte, mas em um cerco o lixo pode se acumular...
Apesar de inicialmente os anões estarem construindo as fortificações e melhorando a estrutura da fortaleza. Uma nova complicação se apresentar, os anões resolveram eleger um prefeito, a Senhora Domas Mörulzasit (Domas Paginafaca), anteriormente uma das comerciantes residentes da fortaleza. Mais um burocrata com mania de grandeza que me enche de exigências referentes ao seu próprio cargo, isto porque ainda não fora nem investida no cargo! Por amor de Tomud[2]!!! mesmo antes desta ser investida no cargo já me fazia exigência.
Com o acontecimento da cerimônia para investidura, a Senhora Domas Mörulzasit, já exibia-se como prefeita, mas as obras para construção de seus aposentos ainda estavam para ser finalizados.
Entre minhas fiscalizações do hospital, muitas vezes notei a condição precária deste, não havia sabão, nem ao menos um balde. Bom a falta de sabão se dá talvez pelo fato de não haver ainda a indústria necessária para a produção de sabão... Mais uma obra.
Uma questão que tive que lidar é que foram dadas funções extras aos mineradores, prefiro que fiquem apenas para realização de grandes obras, reduzir muitas de suas atividades.
Um dos projetos feitos para melhoria das defesas foi uma muralha ao redor da depressão em que se encontra a entrada da fortaleza e a bela amendoeira que fica a entrada da fortaleza. Uma continuidade ao trabalho iniciado por Bâdleop.

A primeira e única demanda feita Prefeita Domas Mörulzasit foi meramente proibir a exportação de portas... Como se nós não tivéssemos como produzir portas o suficiente para fortaleza...(não é atoa que posteriormente fora deposta)
Em mesmo período, não sei bem o porquê, mas os mineradores estiveram em greve, mas estes es,tão fazendo tudo menos escavações...
Após um certo período a greve acabou. Oddïval e seus colegas retornaram as funções de mineradores. As obras estavam acumulando.
Lembro ter me agradado bastante com o andamento dos trabalhos, por Otung, os planejamentos feitos por Bâdleop, estruturaram a fortaleza de forma a ter larga quantidade de comida.
Com o número de festas, sim este ano os outros membros realizaram muitas festas, o que me levou a perceber que a produção de bebida alcoolica não era suficiente pela demanda. Fora criada mais uma caldeira.
Durante o verão, após a saída de uma caravana de humanos. A prefeita fora deposta, sua ineficiência em avaliar as necessidades da fortaleza fora notada, sendo eleito Endok Atzulkûbuk (Endok clareiralançada).
Uma caravana de anões, chegou no outono, junto com a caravana veio uma anã vinda de um posto avançado, mas não trouxe noticias do mundo, na visão dela o mundo continuava o mesmo.
Fora as boas e diversas festas que aconteceram.
Dois anões foram afetados por sensações estranhas, primeiramente Eral Degëltatlosh (Eral galedepeixe) teve uma aspiração visionária e mais próximo do fim do ano Mestthos Ingishumstiz (Mestthos Corpetechiou) fora possuída por um desejo de criar. Ison[3] os abençoou com criatividade, de forma a conseguir finalizar as obras que idealizaram, não sucumbindo a loucura. O que não implica dizer que no período em que vagueavam pelos caminhos da loucura e criatividade não tenham sido tomadas medidas para o caso do pior, estes foram fechados nas oficinas clamadas por estes até que finalizassem suas obras.



Eral Degëltatlosh fez uma figura feita com prata nativa em que você pode notar O jacaré Libertadordoamanhecido e o goblin odiadoassassinado, na obra o jacaré aparece acima do goblin.
Mestthos Ingishumstiz fez uma bela trombeta de prata, nela você pode notar o goblin Atu Ameaçadochiou e o colosso de bronze Tomadorentediado, O orgulho da fumaça, ambos feitos em bronze; Na imagem o colosso de bronze está atacando o goblin em referência a morte do goblin Atu Ameaçadochiou pelas mãos do gigante de bronze na atrasada primavera do ano de 196.
Em geral este foi um ano de muitas celebrações, algumas conquistadas. Foi um ano de estruturação.
Não houveram guerras, mas ela está próxima, posso sentir em meus ossos.
Uma das medidas que estabeleci foi um toque de recolher a ser acionado em caso de guerra, ou melhor, em caso de perigo. Consistindo em mandar os anões de volta aos 3 primeiros andares da fortaleza, onde se encontram a maior parte dos materiais, suprimentos e oficinas. Apesar de ter produzido suprimentos para o hospital infelizmente, estes não foram entregues, mesmo com a mudança de Chefe médico para Adil Becorliast (Adil Torchatentada), mas não creio que a mudança tenha sido de todo mal, haja vista este ter mais conhecimento na área de diagnóstico.
Fora nomeada uma Capitã da guarda, a senhora Lokum Odlikot (Lokum Membropintado), que logo solicitou um escritório para começar suas funções, assim como fora feito um novo quartel para o esquadrão que ela organizou. Com a construção de um novo quartel, aproveitei e solicitei a construção de um outro quartel, mas abaixo, já prevendo a futura necessidade de organização de novos esquadrões.
Com o fim do meu mandato, decidi ficar e me dedicar ao hóspital, já que o hospital carecia de cirurgiões. Tive um mandato bastante pacifico em que pude alavancar os suprimentos de bebida e comida, principalmente de bebida, já que a produção de comida estava bem alta no fim do mandato de Bâdleop. Minhas atividades agora se resumem as minhas tarefas como cirurgião e outras a serem realizadas no forte a partir do que se demonstrar necessário.
Data: 1 de granito, 1054
Assinado,
     Philipe Libashór
          Cirurgião
====================
Segue em anexo planta das alterações realizadas no forte:

1) No 22º andar fora estruturado um depósito de lixo, a preocupação se dá para o caso de cerco em que não será possível fazer uso do espaço externo para o despejo de lixo.
Local disponibilizado para se colocar lixo.
2) No terceiro andar da área construída, foram feitos mais quartos, um terceiro quartel, um depósito para especiarias e a estrutura solicitada pelo prefeito.


3) No segundo andar foram feitos mais depósitos. Um escritório para a Capitã da guarda, bem como um quartel para seu esquadrão.

4) No hospital foram adicionadas mesas de tração. Foi feito uma oficina para produção de sabão. E uma nova caldeira, para suplantar a sede dos anões. Assim como portas de pedra para as entradas da fortaleza.

5) A mura da de pedra feita acima do vale da nogueira.



[1] Entidade cultuada por anões, em geral de gênero masculino, responsável pelas fortalezas, pela guerra e pela vitória.
[2] Entidade cultuada pelos anões, em geral de gênero masculino, associada ao valor.
[3] Entidade cultuada pelos anões, em geral de gênero masculino, associada a beleza e arte.



records of Philipe Libashór (Philipe axedrinks) - Surgeon.
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The most wonderful and bold  enterprises are made by dreamers madmen. We live in a hard time, the enemy is in our doors, in a continues war, in which we don't have any hopes of winning. Our glorious kingdom has at the moment only two fortresses, for the matter one of them was created of a group of adventurers.
To be honest the inicial objective of this fortress was to be a outpost to report the movements of the armies that surrounding the fortress. As a measure to help our inteligence and facilitate to
establish Para ser honesto a pretensão inicial desta fortaleza era ser, na verdade, um posto avançado de inteligência para relatar quanto as movimentações dos exércitos que as cercam. Justamente para facilitar o planejamento estratégico, no caso de futuras guerras, considerando que já alcançamos a marca de 11ª guerra e queremos estar preparados para a 12ª.

fotografia que demonstra a distância da fortaleza para Elderconstruct.

Como nem tudo que deveria ser é. O líder da expedição decide que esta fortaleza deve ser mais que um mero posto avançado e decide estruturar ao máximo a fortaleza, com projetos ostensivos e luxuosos. E aqui estou eu, para organizar este devaneio louco.
Porque aparentemente este será um grande forte e um excelente ponto estratégico de investida contra os tão famigerados Goblins. Lá vou eu em direção ao velho saco, quero dizer a “Sacovelho”... Com poucas esperanças, muita expectativa e uma sensação de que a guerra está próxima.
Se não no meu ano de administração, mas logo. Haverá sangue e farei de tudo para que não seja o sangue de anão, mas sim o sangue podre destes miseráveis Goblins a escorrer!!!
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Ao chegar logo fui abordado por Bâdleop Tintaliado, ferreiro-mestre, este fora enviado para auxiliar na administração da fortaleza, no ano de 1052, bem como para cuidar da forja, afinal de contas este posto necessitará de boa estrutura militar.
A excentricidade do forte logo me foi percebida. De minhas impressões extraio o seguinte: a) O mercado criado para receber as caravanas se encontra separado do resto da estrutura do resto da fortaleza; b) a entrada principal da fortaleza é protegida por uma porta de madeira (nogueira), que por mais que maciça não creio ser tão resistente quanto um portão de pedra, seguida por uma extravagante ponte levadiça, com um foço extremamente fundo, e ainda que bela devo repetir extravagante, por me parecer não tão relevante quanto outras necessidades como comida ou bebida; c) Curiosamente, a maioria dos quartos tem uma porta de pedra, enquanto a porta principal da fortaleza é de madeira.
Os devaneios das administrações anteriores não param nestas primeiras constatações. Há uma necessidade de demonstrar uma riqueza arquitetônica, podendo-se notar algumas paredes entalhadas e lindamente polidas. No entanto a fortaleza ainda carece de muitas questões estruturais.
Há estátuas e pilares bem trabalhados, assim como um cemitério tão bonito e fundo na terra que poderia se encontrar nas mais belas e ricas fortalezas, onde ironicamente se encontram enterrados anões que morreram de desidratação e loucura, pela falta de estrutura. É um infortúnio, mas que não deixa de ser um demonstrativo da irônica loucura cômica que acometeu os administradores anteriores.
Não devo deixar de mencionar que enterrado, nas profundezas da terra, de lado a lado do cemitério, um dos administradores resolveu fazer uma caixa-forte, como se deixando tão distante do resto da estrutura da fortaleza, no coração da montanha, protegido apenas pelos mortos, nossas riquezas estariam seguras. Ao meu ver só para alcançar a caixa-forte para deixar alguma riqueza, ou buscar, é tempo suficiente para os anões nas oficinas produzirem ainda mais riquezas.
Bom, aqui vou eu, Otung[1] me dê forças.
Os primeiros relatos foram narrados por Oddïval Chamberbucks, um minerador de talento lendário e um dos sete fundadores. Uma companhia agradável, principalmente quando há canecas de vinho, ou qualquer outra bebida, para ser honesto. O que não sei se justifica a pequena confusão feita por Bâdleop Tintaliado, ferreiro-mestre, (outra companhia agradável que tive o prazer de conhecer), ao interpretar que Oddïval Chamberbucks seria na verdade o administrador da fortaleza, quando este na verdade fora responsável pela implementação da maior parte dos projetos, mais que propriamente pela idealização das excêntricas obras.
Talvez tal confusão tenha se iniciado pelas bebedeiras e pelos relatos feitos pelo Oddïval, já que a líder da expedição, na época não tinha paciência, entre seus devaneios, para escrever um mero relatório que fosse...
Devo dizer que entre os relatos feitos por Oddïval e Bâdleop, há muitas conjunturas a serem avaliadas. Eu certamente quero tornar a fortaleza mais eficiente e mais defensável, mas tentarei manter o máximo da curiosa arquitetura deste curioso forte.
A dinâmica da fortaleza está bastante intrincada, há uma grande área de andares inferiores a serem exploradas, no entanto, toda a estrutura da fortaleza se limita aos 3 primeiros andares, com a exceção do cemitério e a caixa-forte que se encontram no andar de número 99º.
Os depósitos estão bastante organizados, mas alguns são em geral pequenos, a exemplo o reservado para pedras, é necessário um deposito maior!, mas a pergunta que fica é onde? Decidi aproveitar a estrutura de depósitos, que já existe... E planejar uma expansão gradativa para andares inferiores.
Uma outra questão é fazer um deposito para lixo em alguma área isolada, para o caso de um cerco, todo o lixo está sendo jogado para fora do forte, mas em um cerco o lixo pode se acumular...
Apesar de inicialmente os anões estarem construindo as fortificações e melhorando a estrutura da fortaleza. Uma nova complicação se apresentar, os anões resolveram eleger um prefeito, a Senhora Domas Mörulzasit (Domas Paginafaca), anteriormente uma das comerciantes residentes da fortaleza. Mais um burocrata com mania de grandeza que me enche de exigências referentes ao seu próprio cargo, isto porque ainda não fora nem investida no cargo! Por amor de Tomud[2]!!! mesmo antes desta ser investida no cargo já me fazia exigência.
Com o acontecimento da cerimônia para investidura, a Senhora Domas Mörulzasit, já exibia-se como prefeita, mas as obras para construção de seus aposentos ainda estavam para ser finalizados.
Entre minhas fiscalizações do hospital, muitas vezes notei a condição precária deste, não havia sabão, nem ao menos um balde. Bom a falta de sabão se dá talvez pelo fato de não haver ainda a indústria necessária para a produção de sabão... Mais uma obra.
Uma questão que tive que lidar é que foram dadas funções extras aos mineradores, prefiro que fiquem apenas para realização de grandes obras, reduzir muitas de suas atividades.
Um dos projetos feitos para melhoria das defesas foi uma muralha ao redor da depressão em que se encontra a entrada da fortaleza e a bela amendoeira que fica a entrada da fortaleza. Uma continuidade ao trabalho iniciado por Bâdleop.

A primeira e única demanda feita Prefeita Domas Mörulzasit foi meramente proibir a exportação de portas... Como se nós não tivéssemos como produzir portas o suficiente para fortaleza...(não é atoa que posteriormente fora deposta)
Em mesmo período, não sei bem o porquê, mas os mineradores estiveram em greve, mas estes es,tão fazendo tudo menos escavações...
Após um certo período a greve acabou. Oddïval e seus colegas retornaram as funções de mineradores. As obras estavam acumulando.
Lembro ter me agradado bastante com o andamento dos trabalhos, por Otung, os planejamentos feitos por Bâdleop, estruturaram a fortaleza de forma a ter larga quantidade de comida.
Com o número de festas, sim este ano os outros membros realizaram muitas festas, o que me levou a perceber que a produção de bebida alcoolica não era suficiente pela demanda. Fora criada mais uma caldeira.
Durante o verão, após a saída de uma caravana de humanos. A prefeita fora deposta, sua ineficiência em avaliar as necessidades da fortaleza fora notada, sendo eleito Endok Atzulkûbuk (Endok clareiralançada).
Uma caravana de anões, chegou no outono, junto com a caravana veio uma anã vinda de um posto avançado, mas não trouxe noticias do mundo, na visão dela o mundo continuava o mesmo.
Fora as boas e diversas festas que aconteceram.
Dois anões foram afetados por sensações estranhas, primeiramente Eral Degëltatlosh (Eral galedepeixe) teve uma aspiração visionária e mais próximo do fim do ano Mestthos Ingishumstiz (Mestthos Corpetechiou) fora possuída por um desejo de criar. Ison[3] os abençoou com criatividade, de forma a conseguir finalizar as obras que idealizaram, não sucumbindo a loucura. O que não implica dizer que no período em que vagueavam pelos caminhos da loucura e criatividade não tenham sido tomadas medidas para o caso do pior, estes foram fechados nas oficinas clamadas por estes até que finalizassem suas obras.



Eral Degëltatlosh fez uma figura feita com prata nativa em que você pode notar O jacaré Libertadordoamanhecido e o goblin odiadoassassinado, na obra o jacaré aparece acima do goblin.
Mestthos Ingishumstiz fez uma bela trombeta de prata, nela você pode notar o goblin Atu Ameaçadochiou e o colosso de bronze Tomadorentediado, O orgulho da fumaça, ambos feitos em bronze; Na imagem o colosso de bronze está atacando o goblin em referência a morte do goblin Atu Ameaçadochiou pelas mãos do gigante de bronze na atrasada primavera do ano de 196.
Em geral este foi um ano de muitas celebrações, algumas conquistadas. Foi um ano de estruturação.
Não houveram guerras, mas ela está próxima, posso sentir em meus ossos.
Uma das medidas que estabeleci foi um toque de recolher a ser acionado em caso de guerra, ou melhor, em caso de perigo. Consistindo em mandar os anões de volta aos 3 primeiros andares da fortaleza, onde se encontram a maior parte dos materiais, suprimentos e oficinas. Apesar de ter produzido suprimentos para o hospital infelizmente, estes não foram entregues, mesmo com a mudança de Chefe médico para Adil Becorliast (Adil Torchatentada), mas não creio que a mudança tenha sido de todo mal, haja vista este ter mais conhecimento na área de diagnóstico.
Fora nomeada uma Capitã da guarda, a senhora Lokum Odlikot (Lokum Membropintado), que logo solicitou um escritório para começar suas funções, assim como fora feito um novo quartel para o esquadrão que ela organizou. Com a construção de um novo quartel, aproveitei e solicitei a construção de um outro quartel, mas abaixo, já prevendo a futura necessidade de organização de novos esquadrões.
Com o fim do meu mandato, decidi ficar e me dedicar ao hóspital, já que o hospital carecia de cirurgiões. Tive um mandato bastante pacifico em que pude alavancar os suprimentos de bebida e comida, principalmente de bebida, já que a produção de comida estava bem alta no fim do mandato de Bâdleop. Minhas atividades agora se resumem as minhas tarefas como cirurgião e outras a serem realizadas no forte a partir do que se demonstrar necessário.
Data: 1 de granito, 1054
Assinado,
     Philipe Libashór
          Cirurgião
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Segue em anexo planta das alterações realizadas no forte:

1) No 22º andar fora estruturado um depósito de lixo, a preocupação se dá para o caso de cerco em que não será possível fazer uso do espaço externo para o despejo de lixo.
Local disponibilizado para se colocar lixo.
2) No terceiro andar da área construída, foram feitos mais quartos, um terceiro quartel, um depósito para especiarias e a estrutura solicitada pelo prefeito.


3) No segundo andar foram feitos mais depósitos. Um escritório para a Capitã da guarda, bem como um quartel para seu esquadrão.

4) No hospital foram adicionadas mesas de tração. Foi feito uma oficina para produção de sabão. E uma nova caldeira, para suplantar a sede dos anões. Assim como portas de pedra para as entradas da fortaleza.

5) A mura da de pedra feita acima do vale da nogueira.



[1] Entidade cultuada por anões, em geral de gênero masculino, responsável pelas fortalezas, pela guerra e pela vitória.
[2] Entidade cultuada pelos anões, em geral de gênero masculino, associada ao valor.
[3] Entidade cultuada pelos anões, em geral de gênero masculino, associada a beleza e arte.